Para Vinícius e Elisa, de um futuro mais macio

Eu seguro tua mão
pra ficar quente a água fria
pra que a dor desague em poesia
eu seguro tua mão
quando ainda for muito cedo
e quando preferires que seja segredo
eu seguro tua mão
se forem (ou não) verdade os medos teus
ou se duvidares até de Deus
eu seguro tua mão
para que te firmes em teus passos
e para distinguires os nós dos laços
eu seguro tua mão
quando não te sentires daqui
e quanto perguntares “por que eu nasci?”
eu seguro tua mão
enquanto for boêmia a madrugada
e ainda se dela não quiseres nada
eu seguro a tua mão
Mas caso um dia te descubras ambidestro
E em um segundo fores de largo a presto
solto aqui a tua canção
toma, meu filho, o meu violão.

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